
Entre dois copos de vinho
Tenho medo da aproximação do teu nome.
Vou lambendo aos poucos teu cheiro
Meu olhar são tiros perfeitos na tua sombra.
Vou saciar-me na tua carne
Dormir sobre os tristes poemas meus.
Tenho medo do poder da tua nudez
Tua beleza cruel e insano está acima de Deus.
Perante teu avanço mortal não vacilo
Só sinto pânico dos teus belos segredos.
És minha maldição ?
Ou tábua da minha salvação ?
José
( foto de www.olhares .com )