Segunda-feira, 22 de Março de 2010

Sombras



Transpiro .

Quando o meu outro eu tenta complicar meus passos.

É como ver um filme de vultos a preto e branco.

Transpiro .

Pelo silêncio de terror macabro e infinito.

Quando gritos meus consomem o melhor de mim.

Transpiro .

Por esta estrada sem principio nem fim.

São pedaços de mim espalhados pelo esfalto.

Transpiro.

Quando consigo sorrir com o escorrer de uma lágrima.

E dou as boas-vindas á terna solidão.

José

( foto de olhares .com )

4 comentários:

filipa disse...

Como afirmou um poeta: "eu sou o meu pior inimigo, não tenho outro".
Por vezes acabamos por nos derrotar a nós mesmos, sem precisarmos que alguém nos deite abaixo...
Não dês as boas-vindas à solidão... porque por muito que te envolva, a solidão raramente é terna.


Beijo*

Simpatia disse...

Simplesmente...
...extraordinário.

Beijos com simpatia, mais tarde venho ler em pormenor.

Laura disse...

Vim visitar o poeta, sentir o balanço das suas palavras.
Deixo rasto do meu novo endereço.
Deixo beijos também ;)

Paula disse...

Todos nós mais tarde ou mais cedo temos um encontro marcado com nós próprios e com a nossa consciência...
Não estamos sós...
será o confronto com nós mesmos que dói! Mas é um exercício inteligível que tem obrigatoriamente de se fazer!

Continuo a espreitar a sua consciência de quando em vez no seu processo de evolução interior.

Abraço
Continuo à espera de outros passos em frente...