sábado, 27 de outubro de 2012

Almas... Vadias

De mãos abertas espero
o silencio da tua voz.
 
Vamos devagar vencer esta
noite perdida em nós
 
Não sei o rasto que vamos
deixar nesta cama vazia
 
Sei com pensamentos entrelaçados
beijamos a madrugada.
 
 
Jose
 
( foto tirada de um site ) 

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Negação

Saboreei com a minha língua
 
A palavra da paixão.
Para fugir á  banalidade

Deitei fora a razão.

Na rendição final 

Fugi do mundo sem ver

Que o meu fim da viagem

Eras.... Tu



Jose 


( foto tirada de um site )


quinta-feira, 14 de junho de 2012

Marcas.... Profundas

Vou chamar te noite !

Gosto de sentir na ponta dos meus dedos

O macio e húmido do teu jardim.

Deslizo !

Flutuo !

No cativeiro dos teus braços 

Poiso meu pensamento nos teus seios.

No primeiro sinal do sol.

Chamo te Noite !



José


( foto tirada de um site )

sexta-feira, 2 de março de 2012

HOJE...... NÃO

Não consigo, juro não consigo

falta me coragem de sentir

o marasmo de mais um dia cinzento.


Estou farto, juro estou farto

de ver rostos sombrios doentes

sem rumo monstruosamente falsos.


Estou a sufocar, juro estou a sufocar

meu corpo implora uma paz perdida

numa nêvoa de morte adormecida.


Fico deitado, juro fico deitado

vou abraçar meu sublime cheiro

sentir a leviandade da minha presença.





Jose




( foto tirada de um site )

sábado, 14 de janeiro de 2012

A ... Dança

Á média luz distingo

na perfeição o calor

embriagante do teu corpo.


O desejo, o poder, a sedução

dos teus movimentos sensuais

distante de mim.


Suores frios borram nossos corpos

teus seios firmes,teu sexo depilado

bela é a racha do teu cu.


Não vim aqui para te ver

mas somente para possuir te

pela beleza da tua alma.


Não tentes entender minha frieza

outras perderam se ao tentar

Faz pulsar minha vida na tua cintura.


Chega o dia do nosso luto final

O último copo de prazer já morto

não lamentes que eu tamém não.



Jose



( foto de Marta Gonçalvez )

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Passos ... Perdidos

Sempre que poder vou estar por aì

Talvez triste num silêncio dentro de mim.


Vivo na imensidão da descoberta do nada

Respiro palavras de sonhos por desvendar.


Sem querer no meu vagar consigo sorrir

No acaso perverso das palavras e sonhos.


Esta revolta de prazer por desvendar

Talvez vagueei por noites sem madrugada.


Talvez volte . Talvez não.



Jose


( foto tirada de um site )






terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Madame... Antonia

Saí.
Vesti o casaco, beijo na mãe. Diz ela :
Não venhas tarde filho ( esta frase destinada ao meu pai ouvia eu quando naveguei durante nove dentro dela ).
Acendi um cigarro, tinha que ser esta noite não aguentava mais, quero sentir, de uma vez por todas todo o prazer desconhecido da mulher. Esta noite sei que vou ser um homem.
Passo apressado o Rambo vem na minha direcção abanando o rabo para as festas do costume, não parei nem podia, ganiu de desilusão.
Desço esta calçada gasta pelos séculos testemunha do meu crescer, estranho há medida que via a casa do prazer mundano, minhas pernas tremem, toda esta vontade esmorece, não , não vou ceder, é hoje.
Toco há companhia, quando a porta se abre a senhora que eu sempre vi de longe com a sua enorme boquilha lançando o fumo na minha cara. Disse:
Olá sou madame Antónia. Que quer o menino ? Senti me completamente desarmado com a palavra menino, porra afinal fiz quinze anos tenho um metro e setenta cinco de altura, mas mesmo assim com um nó na garganta a gaguejar disse:
Boa noite minha senhora, esta noite quero sentir o que é o prazer da mulher.
Olhou para mim, sorriu e perguntou com uma voz maternal:
Tens dinheiro ?
Atrapalhado tirei um maço de notas do bolso e mostrei ( muitos meses a poupar a mesada ).
Acompanha me. Mal entrei deparei com uma sala enorme, quadros de mulheres nuas, um sofá enorme bordeaux, a madame com o dedo indicador disse apontando o sofá:
Senta te que vou mandar fazer o desfile das meninas e tu escolhes. Saiu por uma porta ao fundo sala lançou me mais uma vez o olhar maternal.
Entrou a primeira, vinha só com soutien e com a tal famosa cueca de fio dental, sorriu para mim disse a boa noite com uma voz suave e cheia de sedução, tentei acender um cigarro mas não valia a pena tinha chegado á conclusão que pelo menos naquele momento o meu lugar não era ali.
Pedi para falar com a madame.
Que se passa ? Senti alguma preocupação na pergunta dela
Madame, acho que não vou conseguir. Meu olhar procurou um buraco para fugir não aguentava o olhar da madame pisado em mim. Ela sentou se, passou sua mão pelo meu cabelo ( muitas vezes minha mãe o faz ). Disse com um tom de voz de carinho:
Meu filho não é neste local que vais ser um homem.
Vai que um dia a paixão vai bater á tua porta, então nessa altura vais começar a crescer como homem.
Saí, aliviado subo a calçada faço festas ao Rambo, entro em casa aconchego me junto há minha mãe.
Ela passa me a mão pelo cabelo.



José