terça-feira, 26 de maio de 2009

Desencontros...



Guardo de olhos abertos

a exactidão de um arfar teu.

Palavras tatuadas, tristes

na mente dos nossos

desejos insanos.

Vim para ficar !

lentamente desperto

os teus sentidos

na profunda escuridão.

Acorda o teu instinto

sem pressa e no reflexo

desenha me num manto de cetim.

Num sonho sem destino

estás sempre na chegada

da minha partida.

José

( foto do site olhares.com )

sábado, 9 de maio de 2009

OBSESSÃO


A noite passa vagarosa

Invade com os seus mistérios

de meretriz.

Nossos pensamentos obscenos

Navegam num lamaçal oculto

e sedutor.

Bebemos o medo atroz

Dos nossos caprichos acorrentamos

as súplicas

Choramos, rimos de verdade cruel

De espelhos escondidos

de nós

Abraçados ao cansaço

Estendidos na estrada

do desassossego

A noite passa vagarosa


José


( foto de http://www.olhares.com/ )






segunda-feira, 20 de abril de 2009

REENCARNAÇÃO

Enquanto escrevo o meu silêncio
Teu olhar segue a minha viagem de dor.
Não tenho nada de ti.
Olhar te nos olhos dá me paz.
Não me deixes partir.

Tenho tantos segredos.
Que não quero contar.
Na escuridão da minha poesia.
Vejo te dentro de mim.

Abraçados como amantes.
É medo que estraga.
O momento fugaz de prazer.
O que me salva agora ?
O teu olhar...



José

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A vida .. A comédia

Estou na penumbra

Meu corpo beija

A doce morte.

A troca de saliva

Não passam de salpicos

Da tua vida em mim.

Na última viagem

Peço te sem pudor

Flores negras e muchas.

Não chores, sorri

Canta sem dor

O hino da minha paz.



José



( foto de olhares .com )

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Sem... Nome



Sou.



Um tempo parado

nas trevas do teu

pensamento.



Sou.



Alma navegante

no lamaçal

dos teu vícios.



Sou.



Dor rasgada de uma

lágrima que reclama

o último beijo.



Sou.



Teu imaginário

de uma história

negra por acabar.



Defunto... Sou







José



Foto do site olhares.com

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Murmúrios

A voz abafada da imensidão da noite.

Reclama te.

Sente teu cheiro.

Quer tua carne.

Queres fugir ao seu encontro.

És como um poema vadio.

Embalado pelas palavras.

Cruéis sem destino.

De corpo nú sem defesas.

Pedes me a prisão.

Da tua falsa liberdade.

Serei eu voz das tuas noites ?


José


( foto de olhares.com )

domingo, 19 de outubro de 2008

Roleta Russa


Quando o vício reclama corro ao teu encontro, tiro os sapatos e meias, alivio o nó da gravata, caminho pelo pequeno deserto que nos separa.
Beijas meus pés como uma gueixa, ofereces a paz a este corpo cansado, sinto a tua frieza ao mesmo tempo a paixão que sinto por ti.
Passeio ao longo do teu corpo trocando carícias em sussurro chamas por mim, reclamas meu corpo, vou resistindo o mais que posso, em clara provocação lanças me salpicos de beijos com tua dança sensual do beija e foge.
Aos poucos a coragem de recusar teu convite sedutor ganha força, sinto que ainda não está na hora do teu abraço mortal.
Deixo te por hoje dar o último beijo.

Um dia talvez.

Quem sabe.


José


( foto de olhares .com )